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Mitologia Grega e Poesia

A Brisa Do Vento “Poesia e Mitologia Grega”

Na Brisa do Vento

Feche o Olhos e
sinta a Brisa do Vento em sua face,
sinta o balançar de seus cabelos
Na Brisa do Vento!

Curta esse momento e deseje
que o tempo pare, esvazie
a mente e contemple
A Brisa do Vento!

Sinta que Ela traz Anseios,
devaneios, sonhos, lembranças,
mas também Esperança!

Mas o importante é refletir,
é usar a Brisa do Vento para entrar
em harmonia consigo mesmo,
contemplando sempre
A Brisa do Vento!

Poesia por Lady Hannah

“Éolo”

Na Mitologia Grega temos muitos mitos sobre o vento, cada um tem uma significação diferente com  os mais diversos intuítos. “Odisseia” uma Epopéia das aventuras de Odisseu do Escritor Clássico Homero, é uma estória que ralata após a guerra de Tróia inicia-se a volta de Odisseu e seus companheiros para seu reino, em Ítaca. Odisseu foi obrigado a ir à guerra de Tróia e deixou para trás sua esposa e seu filho de um mês de idade, “Telêmaco”. A guerra dura 10 anos e seu regresso mais 17. A esposa Penélope, que acreditava na volta do seu rei e marido, estava sendo pressionada por um grupo de pessoas que queria tomar o poder. Esse grupo dizia que Odisseu estava morto e que ela deveria se casar com um dos “pretendentes” ao cargo de rei.  Esse é o relato do episódio com o Deus dos Ventos…

“Penélope”

Éolo era conhecido como o Deus dos ventos. Vivia em Eólia, numa ilha flutuante, com seus seis filhos e seis filhas. Zeus lhe concedeu o poder de acalmar e despertar os ventos, mas o advertiu de nunca conceder gratuitamente nenhum de seus poderes.

Quando o herói grego Odisseu visitou Éolo, ele foi recebido como um convidado de honra. Éolo o presenteou com um vento favorável em uma sacola de couro repleta com todos os ventos, para usar em sua viagem. Odisseu foi imprudente deixando a sacola abandonada a um canto.

“Odisseu”

Os marinheiros de Odisseu pensando se tratar de uma sacola com ouro, abriram-na e a costa foi imediatamente varrida pelos ventos, e consequentemente foram parar em lugar desconhecido e ficaram perdidos. Éolo se arrependeu de ter presenteado Odisseu com a força dos ventos e se recusou a ajudá-los. Novamente procurado por Odisseu, Éolo disse sabiamente falou “Quem semeia ventos, colhe tempestade”.
Isso significa que devemos estar sempre nos policiando sobre advertências dos perigos que há no nosso caminho, o saco contento o vento das boas marés, é justamente o conselho de não sermos  negligentes na nossa jornada e usar os bons conselhos e artifícios para ter os caminhos livres de tempestades e Odisseu foi negligente em abandonar o saco com o bom vento, tornando assim uma viagem com atribulações severas, a ganancia também é enfatizadas nesse episódio, pois “quem tudo quer nada tem”, no momento dos marinheiros terem aberto o saco pensando que tinha ouro no interior.
Muitos ensinamentos temos nessa Epopéia de Odisseu, mas a principal é nunca devemos perder as esperanças,
mesmo com todas as dificuldades, mesmo quando todo o mundo parece estar contra nós, mesmo nós  momentos de dificuldades devemos manter a tranquilidade e refletir sobre a melhor saída, a melhor solução para o problema que estamos enfrentando. Por fim, que devemos lutar por nosso amor, por nossa vida, e retornar sempre para a felicidade esperada.

“Odisseia, de Homero”

Por Lady Hannah

Fontes: livros de Mitologia e site de busca Mitológica

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Lenda Indígena e Poesia

Beija-flor Encantado, Meu Mensageiro Alado “Poesia e Lenda Indígena”

Em tudo encontramos Poesia e toda lenda e mito encontramos muitos ensinamentos para o Ser humano.

Beija Flor Encantado, meu Mensageiro Alado

O vôo do Beija flor não tem igual,
fenomenal,
Passarinho pequeno, asinhas ligeiras,
paira no ar sem se importar!

Beija Flor que se alimenta do nectar das
flores, o Hibisco é o seu preferido,
Leva essa Flor para o meu amor!

Passarinho ligeiro, me leve consigo,
pelos campos floridos, minha mente 
vai contente, apreciando a paisagem
e a brisa quente do vento!

Quem me dera ser um Beija Flor, 
Liberdade e beleza ter, voar…
e voando sem medo do que pode acontecer,
E encontrar meu Amado quando 
Anoitecer!

Bichinho Bendito, que vem todos os dias
trazer me alegria, beijar o Hibisco, 
traga  mensagens do que  
o destino escreveu para mim, 
Traga para mim uma História sem fim !

Poesia por  Lady Hannah

Um pouco de Lenda Indígena

O beija-flor, também conhecido como colibri, cuitelo, chupa-flor, pica-flor, chupa-mel, binga, guanambi, guinumbi, guainumbi, guanumbi e mainoĩ, é uma ave da família Trochilidae, composta por 108 gêneros e 322 espécies conhecidas.

A lenda do Beija Flor

O Beija Flor é um passarinho meigo, delicado e provoca sentimentos de extremo afeto, parece um “Serzinho” enviado dos Deuses a inspirar as pessoas, principalmente as Românticas. Os povos indígenas acreditam que os Animais e Elementos da Natureza são Espíritos e Deuses, e o Beija Flor não poderia faltar.

Da lenda

É uma lenda de Indígenas norte americanos e começa assim:
“Haviam duas tribos que habitavam na beira do rio, a tribo menor trabalhava muito e adquiria muitos peixes e melhorias  para o grupo, a outra era maior, mas não levavam a sério nada.
Com o tempo a tribo menor foi prosperando de uma forma fenomenal que causou inveja à tribo maior dispertando hostilidade por parte dessa.
Mas dois jovens das tribos rivais começaram a namorar escondido, fato esse, foi descoberto pela tribo da Moça “a maior” espancaram o Rapaz pertencente à tribo menor, pensaram que ele estava morto, o deixaram no meio do bosque e levaram a Moça.

A tribo da Jovem reuniram os Anciãos e a acusaram de traição, porque Ela estava se encontrando com um membro da tribo rival e poderia estar delatando os segredos  da tribo a qual Ela pertencia, lhe deram uma sentença “O Xamã transformou-a em uma Flor”.

Enquanto isso na outra tribo, resgataram o Rapaz quase morto e quando ficou melhor, Ele ficou desolado  em saber que sua Amada era agora uma Flor, foi definhando de tanta tristeza; todos da tribo o consolavam dizendo que Ele acharia outra Moça tão bonita ou mais do que a Amada transformada em Flor, nada adiantou, o Jovem queria era seu Amor em forma Flor.
Os Anciãos se reuniram novamente para ajudar o pobre Rapaz apaixonado e de tanta tristeza estava desvaindo, quase sumindo, chamaram o Xamã, que  o transformou em Beija-flor, para sempre estar com sua Amada Flor.

Segundo a lenda, é por isto que o Beija-Flor vai de flor em flor, sempre tentando achar a sua Amada.

Em toda lenda indígena existe uma moral que os mais velhos ensinam aos mais novos e essa é que nunca se deve desistir do seu objetivo, mesmo que seja quase impossível .
Outros ensinamentos também são encontrados nessa lenda, tais como ” não importa o quanto temos, sabendo plantar e dividir sempre haverá harmonia e prosperidade; “A inveja dos frutos dos outros, só traz discórdia, rivalidade e desalento”.

♥️♥️♥️♥️♥️

Por Lady Hannah

Livros de lendas indígenas norte americana, sites de busca sobre fauna.

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Lenda do Oriente Médio

ALLADIN E A LÂMPADA MARAVILHOSA

O conto  “Alladin e a Lâmpada maravilhosa é uma estória fictícia que pode ter se passado no Turquestão (passando pela Ásia Central e na moderna província de Xinjiang); com ensinamentos para a humanidade,  pertence à coletânea de Contos “As Mil e uma noites” na qual Sherazade conta essa e mais mil e uma estórias para persuadir seu esposo “O Sultão” rancoroso da traição de sua primeira esposa a não  matá-la e livrar aquele reino da chacina de esposas reais e trazer assim a paz ao  e retomar a confiança do Sultão para com o ser feminino

“O livro As Mil e uma Noites”

Alladin é um nome árabe que significa “nobreza e fé”, esse conto é o mais famoso do livro “As mil e uma noites”, e foi traduzido pelo francês Antoine Galland no século XVIII e popularizou a obra para o ocidente,  a estória a seguir é a verdadeira do livro “As mil e um noite” A versão atual da Disney é um pouco diferente com mais personagens para a estória tornar se mais interessante para o cinema,  o nome da Princesa na estória verdadeira não aparece, mas na adaptação da Disney é Jasmine, provavelmente eles farão uma produção com a estória Chinesa.

“Sherazade contando a estória de Alladin”

Alladin e a Lâmpada Maravilhosa


Era uma vez um rapaz chamado Alladin, muito cedo ele perdeu o pai Alfaiate e sua mãe costurava dia e noite para sustentá lo.
Ele ficava pelas ruas sem fazer nada, matando o tempo quando um dia um homem apareceu diante dele dizendo que era seu tio que há muito tempo perdeu o contato com o irmão, reconheceu Alladin pelos traços familiares, disse também que era muito rico e queria dar uma boa vida ao sobrinho e cunhada; logo o homem tirou do bolso umas moedas e as deu a Alladin, pois iria ter com eles para o jantar e as moedas eram para as despesas; na verdade esse suposto tio era um mágico procurando um jovem de bom coração e humilde para um determinado trabalho.

“Alladin e o Mágico”

HumA mãe de Aladdin fez as compras e passou o dia preparando o jantar, e ao cair da noite o Velho homem  veio à casa com doces e presentes para a Senhora e foi recepcionado Por ambos.
Depois do jantar, o mágico disse a Alladin que gostaria de ajudá-lo com roupas, com uma vida melhor e foi nesse ínterim que  o mágico perguntou se o rapaz tinha alguma ocupação, a mãe respondeu que Alladin ficava o dia inteiro sem fazer nada, então o Tio sugeriu comprar uma loja para Alladin trabalhar e nisso A mãe e o Rapaz ficaram muito felizes.
O Tio e Alladin foram comprar roupas novas, foram em festas, passear pela cidade e a mãe ficou maravilhada com toda aquela mudança de sorte.
Depois de alguns dias O mágico chamou Alladin para um passeio diferente, o rapaz se despediu da mãe e foram para uma aventura que iria mudar muito mais a vida do jovem e sua mãe.
Andaram muito, muito mesmo, até chegarem à uma fonte de água clara. O mágico abriu um embrulho de frutas e bolos. Quando acabaram de comer, continuaram a andar um pouco mais até que chegaram a um vale estreito, cercado de montanhas. Era este o lugar que o homem esperava encontrar. Ele havia levado Alladin ali por um motivo secreto.
Após terem chegado, O mágico pediu para o jovem juntar gravetos e o velho homem acendeu o fogo jogou nos gravetos, atiou incenso, pronunciou umas palavras e apareceu num passe de mágica uma  pedra com uma grande argola, Alladin ficou um pouco confuso e temeroso, mas se acalmou e o medo desapareceu quando o mágico lhe disse sobre as riquezas que o jovem iria ganhar se o ajudasse, para isso Alladin teria que fazer o que o homem pedisse.O mágico começou com as instruções para que Alladin movesse a argola, debaixo da pedra havia uma escada, descesse os degraus e abrisse a porta, antes disso, “o mágico deu um anel a Alladin que era para proteção de maus espirito”; lá havia um palácio e três enormes salões, tinha quatro vasos cheios de ouro e  diamantes, o Mágico o instruiu para não mexer nos vasos, Alladin tinha que passar pelos três salões sem parar, no fim do terceiro salão havia uma porta que “daria” para um pomar, onde haviam árvores carregadas de frutas, após o pomar chegaria ao um muro no qual encontraria um nicho, e lá estaria uma lâmpada acesa, era para pegar a lâmpada, jogar fora o pavio e o azeite, e trazê-la o mais depressa possível para fora daquele palácio, e foi o que o jovem fez.

“Alladin e a Lâmpada Maravilhosa”

HumNo pomar Alladin ficou fascinado com as frutas e resolveu colhê-las e sua surpresa “elas eram pedras preciosas”, o jovem pegou tudo que podia e voltou para fora do pomar, já nas escadas ele pediu ajuda ao mágico e esse ordenou  a lâmpada primeiro, o rapaz argumentou estar com muitas coisas consigo e depois lhe entregaria a lâmpada; o mágico irritado com a audácia de Alladin jogou incenso e proferiu umas palavras mágicas e a pedra se fechou com o jovem preso lá dentro.
Quando Alladin se viu na escuridão, tentou atingir novamente a porta que conduzia aos salões para ver se conseguia chegar ao pomar. A porta, porém, estava fechada. Durante três dias, Alladin permaneceu na escuridão, sem comer, nem beber. Por fim, juntou as mãos em uma prece, ao fazê-lo, esfregou o anel que o mágico tinha posto em seu dedo. No mesmo instante, um gênio, enorme  surgiu da terra e disse que era o Gênio do anel e estava ali para servi-lo e o jovem desejou ir para casa e assim o Gênio do anel realizou.

“Alladin e o Gênio do Anel”


Chegando em casa Alladin entregou à mãe  as frutas e a lâmpada, e contou o que tinha acontecido, a senhora ficou desapontada e muito triste.
O rapaz pediu algo para comer e Sua mãe lhe disse que não tinha nada e naquele o que restava  era examinar a lâmpada e as frutas; ele começou a limpar a lâmpada e algo aconteceu, de dentro da lâmpada saiu um gênio enorme e falou que era o Gênio da lâmpada e obedeceria todos os desejos a quem a segurasse e Alladin foi fazendo pedidos, comida farta, escravos, uma boa casa, resumindo uma boa e confortável vida para ele  e sua mãe.

“Alladin e o Gênio da Lâmpada”


Um dia, o imperador pediu para esvaziarem as ruas, pois a Princesa iria tomar banho de mar e ninguém poderia ver lhe o rosto, Alladin soube disso e burlou a segurança e vou ter com a filha do imperador, ela gostou do rapaz e decidiu mostrar o belo rosto a ele, foi amor a primeira vista entre os dois e o rapaz decidiu casar com a bela donzela.

“A bela Filha do Imperador”

Sendo assim, mais que depressa, o jovem
pediu a sua mãe que fosse ao Castelo do Imperador e transmitir o pedido de casamento; após uma semana o Imperador a atendeu, e vendo os presentes que ela trazia “pedras e preciosas e ouro” ficou maravilhado e concederia  se o pretendente da próxima vez para consolidar o pedido trouxesse 40 escravos ricamente vestidos, carregando cada um cesto de predras preciosas e ouro. A mãe de Alladin voltou para casa pensando que tudo estivesse perdido, deu o recado ao filho esperando que, com isso, ele desistisse. Alladin sorriu, e quando a mãe se afastou, apanhou a lâmpada e esfregou-a. O gênio apareceu no mesmo instante e ele pediu-lhe que arranjasse tudo que o sultão havia pedido. O gênio desapareceu e voltou trazendo quarenta escravos, cada um carregando na cabeça uma vaso cheio de pérolas, rubis, diamantes, esmeraldas, safiras e ametistas. Alladin ordenou-lhes que se dirigissem ao palácio, dois a dois, e pediu à sua mãe que entregasse o presente ao Imperador. Os escravos estavam tão ricamente vestidos e todos nas ruas, paravam para vê-los. Entraram no palácio e ajoelharam-se em frente ao Imperador, formando um semi-círculo. Os Escravos colocaram os vasos sobre o tapete.
O Imperador ficou muito feliz e extasiado com tanta riqueza e concedeu a mão da Princesa à Alladin; a mãe veio correndo dar a boa notícia e o Jovem pediu para Seu Gênio mais riquezas e um suntoso  Castelo com tudo que era de mais valioso dentro e fora dele para a vida de casado. E foi realizado.

“Alladin e sua Esposa”

Finalmente, Alladin se casa com a linda Princesa numa festa “para lá de Bagdá” e viveram muito felizes, o Jovem era muito querido na cidade por ser uma pessoa muito generosa e assim o tempo foi passando.
Certo dia a Princesa viu aquela lâmpada velha no quarto do casal e pediu para trocá-la por uma nova, quem já estava lá à espreita era o Mágico, desde que soube da ascenção de Alladin, logo percebeu que era devido ao “Gênio” tanto querido por ele.
O mágico, muito contente, deu-lhe a melhor lâmpada que tinha, e saiu correndo para a floresta. Quando anoiteceu, chamou o gênio da lâmpada e ordenou que o palácio, a princesa e ele próprio fossem carregados para a África.
O Imperador ficou desesperado quando descobriu que a filha e o palácio tinham desaparecido. Enviou soldados à procura de Alladin, que foi trazido à sua presença e o intimou trazer a filha, se isso não acontecesse o prenderia no calabouço.

“O Imperador desolado”


Alladin vagou por toda a cidade, perguntando às pessoas que encontrava o que havia acontecido ao seu palácio. Ninguém sabia dar-lhe informação . Depois de muito andar, parou num riacho para matar a sede. Abaixou-se e juntou as mãos para apanhar um pouco de água. Ao fazê-lo, esfregou o anel mágico que trazia no dedo. O gênio do anel apareceu e perguntou-lhe o que queria, Aladdin desesperado pediu sua esposa e tudo de volta, mas o Gênio não era tão poderoso o máximo que poderia fazer era levá-lo para aonde sua esposa e sua fortuna estava e assim foi feito.
Imediatamnete, o rapaz sentiu-se carregado pelos ares. Finalmente chegou a um país estranho, onde logo avistou o palácio.

“O Palácio”

A princesa estava chorando em seu quarto, quando viu Alladin ficou muito contente. Correu ao seu encontro e contou-lhe tudo o que havia acontecido. Alladin ao ouvir falar na troca das lâmpadas, percebeu logo que o mágico era o causador de toda aquela aflição, a esposa disse que a lâmpada estava sempre presa no corpo do mágico, e veio uma idéia na mente de Alladin.
O Jovem foi à cidade e comprou um pó que fazia a pessoa dormir instantaneamente. A princesa convidou o mágico para jantar em sua companhia. Enquanto comiam os primeiros pratos, ela pediu a um criado que lhe trouxesse dois copos de vinho, que ela havia preparado. O mágico, encantado com tanta gentileza, bebeu o vinho no qual ela havia derramado certa quantidade do pó. Suas idéias foram ficando meio confusas e ele acabou pegando no sono.

“A emboscada para o Mágico”

Alladin, que estava escondido atrás de uma cortina, veio depressa e apanhou a lâmpada do cinturão do velho mágico. Depois mandou que os empregados o carregassem para fora do palácio e o deixassem bem longe dali. A seguir, esfregou a lâmpada e, quando o gênio apareceu, pediu-lhe que levasse o palácio de volta. Algumas horas mais tarde, o Imperador olhando pela janela, viu o palácio de Alladin brilhando ao sol, mandou então, dar uma festa que durou uma semana.
O mágico, quando acordou no dia seguinte e se viu no meio da rua sem a lâmpada, ficou desesperado, fugiu para bem longe e nunca mais voltou.
Alladin e a esposa viveram felizes para sempre com muita riqueza,  súditos prósperos e felicidade, ele decidiu não usar mais a Lâmpada, pois tinha aprendido que tudo tem um limite na vida.

“Alladin e sua Esposa”

Moral da estória

Toda a mitologia tem um fundo moral, esse conto “Alladin e a Lâmpada Maravilhosa” possue muitos ensinamentos,  os quais servem de aprendizagem para compor as ações humanas.
Alladin era uma pessoa simples, humilde a qual a mãe trabalhava muito para sustentá-lo, apesar do rapaz não fazer nada o dia inteiro, ele foi escolhido por Deus ou pelo destino para ter a sorte mudada.
“O Gênio ou Jinn” na mitologia do Oriente Médio, partes da Índia e algumas regiões Asiaticas é na verdade um ser malígno que se alimenta da vaidade humana ” desejos” que  consequentemente destrói o indivíduo.O primeiro Gênio significa as forças benignas, “anjo” que ajuda nas horas ruins, o segundo Gênio, é a sorte para bens materiais; no caso da personagem “Alladin” , ele foi agraciado com um “Anjo da Guarda” e a sorte de Deus para prosperidade, ao pedir riquezas para si Alladin pensou no próximo, ou seja, dividiu a sua sorte com os outros, ele não esqueceu dos tempos de miséria dos quais passou com a mãe e assim continuou apesar de muito rico, “Humilde”.
O Mágico representa a “ganância” e outras vaidades humanas que denigrem o ser humano, ele apesar de um ser que possue muito conhecimento,  não usou a sabedoria e um certo “poder” que tinha para ajudar o próximo, mas os usava para si mesmo; quando ele recuperou a lâmpada “O egoísmo” falou mais alto, e foi sua destruição.”O ser humano não é perfeito, mas temos que fazer o possível nessa vida para deixar o “Egoísmo” e praticar a “Solidariedade”

Por Lady Hannah

Fontes: Livros de literatura, sites de busca de mitologia Árabe e Chinesa,  youtube

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Literatura Classica

A DIVINA COMÉDIA DE DANTE ALIGHIERI

“Os Clássicos nunca saem de moda, e influênciaram e influenciam muito, pois nada se cria, tudo se transforma para melhor”

Dante Alighiero Degli Alighieri, nasceu Entre 22 de Maio e 13 de junho de 1265, na República de Florença, atual Toscana, e faleceu em 14 de setembro 1321, em Ravena atual Emília Romanha.Poeta, Escritor, Político, Autor da Epopéia, “A Divina Comédia”, considerado Um entre “Os maiores Poetas de todos os tempos;  sua obra teve grande impacto na literatura ao redor do mundo, influenciou vários escritores inclusive o Francês “Victor Hugo”.

“Victor Hugo, autor de Os Miseráveis”

Divina Comédia
A Divina Comédia, a obra-prima de Dante que tem a forma de um poema épico, foi inicialmente denominada “Comédia”, e mais tarde qualificada pelo poeta Boccaccio, de “Divina”, pelo assunto e pela arte com que fora apresentada. A partir da edição veneziana de Giolito, o poema passou a ser chamado de “Divina Comédia”. Em 1317, a primeira parte de sua obra já era conhecida pelo público. A segunda parte foi publicada em 1319 e a terceira após sua morte.

“Dante e Virgílio, A Divina Comédia”

A Divina Comédia é formada de três partes, “Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”. Cada parte é composta de 33 cantos. Um canto que serve de introdução completa um total de 100 cantos. Dante é o personagem principal do poema. Na obra, o autor relata sua viagem imaginária passando pelo “Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”, onde ele coloca nos respectivos lugares seus amigos e seus inimigos, seus companheiros e seus adversários, estejam vivos ou já mortos, contando-lhes a história, discutindo com eles falando sobre política, filosofia, teologia, explicando o sistema do Universo, manifestando seus conhecimentos, seus temores, ódios e esperanças.
O Inferno começa numa selva escura onde o poeta se encontra perdido. Vem ao seu encontro Virgílio, encarregado por Beatriz de guiar seu amado através do Inferno e do Purgatório. Percorrendo o Purgatório, Dante e Virgílio encontram-se numa ilha perdida no meio do oceano, do outro lado do mundo. Nela se ergue a montanha do Purgatório e no cume a bela floresta do Paraíso. A Divina Comédia representa um julgamento moral e político de Dante, às vezes extremamente severo, mas que simboliza ao mesmo tempo, o sonho de modificar a humanidade, mostrando-lhe as verdades eternas que ele descobriu.

“A Divina Comédia”

CURIOSIDADES

CURIOSIDADE
A Divina Comédia (em italiano: Divina Commedia, originalmente Comédìa e, mais tarde, denominada Divina Comédia por Giovanni Boccaccio) .

Games baseados na Divina Comédia: Residente Evil Revelations, Dante’s Inferno, Devil May Cry.

“Game Resident Evil Revelations”

MAIS SOBRE A OBRA

MAIS SOBRE A OBRA

Essa obra é  também é uma “Intertextualidade”  do Auto da barca do inferno ou vice e versa,  cujo o julgamento e a redenção estão explicitos, pelo fato das características humanistas estarem presentes naquela época, o medo de ir para o inferno é constante, a obra é em forma de cantos ou seja texto poético, o livro possue muitas páginas, escrito em italiano vulgar, narrado em primeira pessoa, com tempo psicológico, realmente é uma viagem atemporal 

“O auto da barca do inferno de Gil Vicente'”

Por Lady Hannah

Fontes: livros de Literatura, sites de pesquisa histórica, literária e games

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Mitologia Grega e Poesia

NINFAS DO TEJO

“A Vida não teria sentido sem Poesia”

Ninfas do Tejo

Toda mulher em sua essência, seduz, reluz, com brilho natural,
Sem menos perceber o que faz, isso é fenomenal!
Cleópatra, Vênus, Ester, Helena, Nifertite, Ana, Maria todas!
Tem a magia de um ser explendoroso,
Capaz de envolver,  e  dirigir a vida de qualquer homem;
Do escravo ao sultão;
Pura persuasão!

Mulheres jovens, não tão jovens, normais  gorgeosas, suntuosas…
Hipnotiza, sensibiliza, realiza a contento  o seu querer;
Sapiência, Inteligência!

Mulheres! Ninfas do Tejo; sonho, magia, perfídia, delírio?
Seres fantásticos, porém, tome cuidado
algumas delas; 
Lindas! Bem como CAMÕES dizia: 
 “Por trás de tanta beleza e delicadeza
Poderão fazer de ti uma presa!”

Poesia by Lady Hannah

Um pouco Mitologia Grega “Ninfas”

“Ninfas”

O significado da palavra ninfa(Nimphe) pode ser inúmeros, mas entre eles  “noiva “, “Botão de rosa”.

As ninfas  segundo a Mitologia são seres Femininos coligados com a natureza , elas habitam os bosques, lagos, rios, matas e transmitem a felicidade, alegria para as pessoas.

Também estão ligadas a fertilidade e beleza, justamente por serem espíritos da natureza aonde tudo cresce e se multiplica.

Por outro lado, há relatos de se tornarem  seres ardilosos que com a beleza e destreza seduzem os homens para fins maléficos, a mando dos Deuses “fato das mitologias é sempre mistificar  a culpa do “Feminino” pelo pecados do mundo.

Muitas ainda aparecem na mitologia grega como uma personificação das diversas características de alguns deuses e deusas gregos.

Elas possuem várias denominações e podem ser aladas, a Rainha delas é Hérmia.

“Ninfa Hérmia”

Por Lady Hannah

Fontes: livros e Sites de pesquisa em Mitologia grega

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Literatura Clássica

OTELO E DOM CASMURRO

Otelo e Dom Casmurro” de Shakeaspere e Machado de Assis, são clássicos da literatura universal, inclusive no meu primeiro concurso para ingressar em serviço público para Docente  ‘caiu” Dom Casmurro, uma dissertação sobre “Os Olhos de Ressaca de Capitu”, por isso é interessante se aprofundar um pouco mais na leitura e desenvolver a “observação analítica” dos fatos, sobre a análise das obras são particulares de semelhanças entre elas, pois Machado de Assis foi um seguidor “nato” de Shakeaspere!

“William Shakeaspere”

William Shakeaspere foi um poeta, dramático e ator Inglês nascido no sec XVI, considerado como o maior escritor  do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo, foi contratado na época para escrever peças teatrais para entreter a corte Inglesa. É chamado frequentemente de Poeta Nacional  e de “Bardo de Avon”

“Machado de Assis”

José Maria Machado de Assis, cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta, nasceu na cidade do Rio de janeiro em 21 de junho  1839. Filho de um operário mestiço de afro português, Francisco José de Assis e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, aquele que viria tornar se o maior escritor do País e um Mestre da Língua, só  começou os estudos depois da morte de sua mãe, criado pela madastra Maria Inês que o matriculou na escola

Introdução

O objetivo é fazer uma análise do ciúme no livro Dom Casmurro de Machado de Assis, observando o habilidoso artifício literário na própria construção da obra, dando ao narrador a sutileza de mostrar a história de Otelo, de William Shakespeare tendo como base os pressupostos teóricos que as obras demonstram.Será apresentada, em três capítulos do livro Dom Casmurro a referência feita diretamente a Otelo. Essas alusões refletem a correspondência entre as obras.

“Leia Otelo”

O Ciúme

A intensidade dramática do ciúme faz dele um tema atraente para escritores. Alguns souberam tratá-lo com supremacia e produziram obras primas, como os já mencionados: Shakeaspere e Machado de Assis.O ciúme é um tema fundamental na tragédia de Shakeaspere pois além do ciúme de Otelo por Desdêmona, temos o de Iago por Cássio, porque este tem um posto militar superior ao seu.Em “Dom Casmurro” as acusações fundamentam-se no excessivo ciúme que Bentinho nutria pela amada. Assim, Bentinho, que está à procura do tempo perdido, quer atar as duas pontas da vida, revivendo no presente o que já faz parte do passado. Como um “Otelo” à brasileira, Bentinho transfere para o leitor o encargo de decidir se Capitu é inocente ou culpada.

“Leia Dom Casmurro”

Bento Santiago, Otelo ou Iago?
No romance “Dom casmurro” de Machado de Assis, o leitor testemunha a luta entre o amor e o ciúme pelo domínio do coração de Bento Santiago, sendo o ciúme o grande vitorioso.Além do ciúme, percebe-se claramente a influência da obra Otelo, de Shakespeare, no romance.O personagem-narrador, Bento Santiago, chama a si mesmo de “Otelo”, porém assemelha-se mais ao estilo dissimulado de Iago que ao apaixonado Otelo.Logo no primeiro capítulo, Bento Santiago explica o apelido que nomeia a narrativa “Dom Casmurro” dessa maneira faz com que o leitor não busque o significado no dicionário e, talvez assim, não possa achar que a definição padrão antiga (aquele que é teimoso) se aplique melhor ao narrador.Mas não há nada de resistente e guerreiro em Bento Santiago, pelo contrário, é até covarde em algumas vezes, como percebemos logo no início da leitura: escondido atrás da porta da sala de estar, espionando.Sua Desdêmona é Capitu, apresentada no início do romance com quatorze anos, mais alta que Bentinho, pobre e, embora, como Desdêmona, ela admire a própria beleza em um espelho, esse é barato, comprado por quatorze centavos de um mascate italiano.Capitu tem a dignidade e o orgulho de uma dama bem-nascida, e um entendimento da vida muito além de sua idade – maior até que o da veneziana Desdêmona.Pode-se dizer que José Dias, em “Dom Casmurro”assim como Iago, em Otelo, desperta o ciúme em Bentinho.José Dias, em uma de suas visitas ao seminário, é interrogado por Bentinho a respeito de Capitu e responde que ela está alegre como de costume, adicionando que ela ainda conseguiria arranjar um dos rapazes da vizinhança para casamento. Nesse momento o vago sentimento de suspeita transforma-se em ciúme definitivo.Desse ponto em diante o Iago passa a ser Bento, pois começa a sentir ciúmes de Capitu sob qualquer pretexto.
Otelo As alusões a Otelo  são feitas diretamente:“Uma ponta de Iago”; – “Uma reforma dramática” e “Otelo”.Em “Uma ponta de Iago”, quem funciona como o manipulador de lenços é José Dias; embora não sinta por Bentinho (Dom Casmurro, quando jovem) o ódio e a inveja do personagem Iago da tragédia shakespeariana, nem tampouco deseje a sua desgraça, como o outro almeja para o mouro.José Dias é o agregado da família de Bentinho e se alia à mãe do rapaz para impedir a união dos jovens enamorados.Dona Glória não deseja que Bentinho e Capitu fiquem juntos por preconceito de classe (a família de Capitu não tem posses) e pelo voto feito de tornar o filho padre.Neste capítulo é que encontramos José Dias visitando Bentinho e insinuando um possível relacionamento entre Capitu e algum peralta da vizinhança, como mencionado anteriormente.  Essas insinuações envenenam o íntimo do seminarista, fazendo nascer o ciúme, sentimento cruel e desconhecido que acaba tomando conta de seu espírito frágil. No decorrer da narrativa, observamos que tal sentimento não se concretiza nem em homicídio nem em suicídio, como ocorre em Otelo; adquire, no entanto, uma progressão crescente que o arrasta para uma casmurrice irremediável: “Hoje, que me recolhi à minha casmurrice, creio que sim porque Machado de Assis é o rei dp neologismos  mas deve haver”.No segundo capítulo citado, “Uma reforma dramática” o destino apresenta-se personificado. Bentinho propõe uma reforma dramática, as peças deveriam começar pelo fim. Assim, ele cita Otelo, para exemplificar sua proposta e, deste modo, tentar justificar o seu segundo ataque de ciúmes, ocorrido no fim da primeira visita de Escobar a sua casa, através da inversão dos termos da peça shakespeariana.Considerando a correspondência entre as obras, as considerações apresentadas são como uma reflexão sobre o flasch-back, regime que foi adotado no romance (já que o seu fim foi colocado no início).No capítulo que NÃO me lembro – “Otelo”, o protagonista, após jantar, vai ao teatro e assiste à peça Otelo. Em meio a reflexões, ele afirma que Capitu é culpada, diferente de Desdêmona. Uma mudança de planos é feita. A peça Otelo confirma a idéia de matar Capitu. Depois, ele a troca pela idéia de se matar e, depois ainda, pela de primeiro matar o menino e depois a si.O arrependimento é um momento marcante na peça Otelo , mas em Dom Casmurro ele não acontece. A acusação de infidelidade aproxima Capitu de Desdêmona: ambas encontram-se envolvidas numa situação dramática que culmina com trágico desfecho. Para Capitu, porém, a situação é ainda mais complexa, pois o filho é usado como prova do adultério. O ciúme faz com que Bentinho despreze Ezequiel e lhe deseje a morte de lepra. Tal desejo permite supor que, pelo menos por alguns instantes, ele deseja que a natureza seja sua cúmplice e conclua a sua vingança, comendo a carne de Ezequiel, desaparecendo, assim, a prova concreta da traição.

Análise do nome em Dom Casmurro


Os nomes e sobrenomes utilizados no romance Dom Casmurro revelam a agilidade de Machado de Assis nesse assunto. Machado de Assis utiliza, por exemplo, o emprego de sobrenomes portugueses que remetem aos navegadores ou a figuras proeminentes dos primórdios do Brasil colonial, e os prenomes que remontam ao calendário dos santos e, algumas vezes, à Bíblia. Mas, quaisquer que sejam as conotações que esses nomes possam ter no mínimo um outro significado é sugerido, de uma ou de outra forma.Os nomes utilizados nos personagens de Dom Casmurro têm significados sutis, complexos e diversos relacionados diretamente à natureza daqueles personagens que os detêm. Todos os prenomes podem ser localizados no calendário de santos católicos. Os sobrenomes, com exceção de Pádua e do estrangeiro Marcolini, remetem aos navegadores portugueses, indicando o sangue altivo.

“Dom, o Filme versão Moderna de Dom Casmurro”

EuO personagem principal, por exemplo, traz em seus nomes (prenome e sobrenomes) complexos e diversificados significados.O nome “Bento” é extraído de Benedito (forma portuguesa usual). São Benedito e Santo Antônio são padroeiros do povo português. Além da relação entre o santo e o nome, o próprio significado de bento (adjetivo comum) é abençoado, bendito, consagrado ao culto por meio de uma cerimônia religiosa, favorecido pela Fortuna, próspero, abastado, que recebe as bênçãos de Deus. Todos esses sentidos são conferidos a Bento Santiago. Ele foi abençoado por Deus, pois seu nascimento foi um “milagre”. Sua mãe o entregou a Deus como gratidão pela vida dele. Ele é rico por sua herança e profissão.O sobrenome “Albuquerque” pode ser relacionado ao grande e famoso Dom Afonso de Albuquerque, que fundou o império português na Índia e serviu na África e na Itália contra os turcos. Segundo pesquisas de Helen Caldwell, Dom Afonso de Albuquerque fascinava Machado de Assis.Apesar de haver diversos Fernandes relacionados com a época do descobrimento, Helen Caldwell acredita que Machado de Assis tivesse em mente Antônio Fernandes, escanção e mordomo negro de Afonso Albuquerque, que foi um grande guerreiro. Isto pode significar que a mãe e a avó de Bento tinham sangue negro. Ainda poderia representar um toque de realismo, já que os primeiros colonizadores não trouxeram suas mulheres e tiveram filhos com suas escravas negras.E, enfim, analisando o sobrenome Santiago, percebe-se que esse, assim como os outros dois sobrenomes, é um alto e tradicional nome português da época do descobrimento. Uma outra análise pode ser dada a este sobrenome: Sant-, ou seja, um santo, perfeito, correto em suas atitudes e Iago, o criador da discórdia. Iago, na história de Otelode Shakespeare é o personagem antagonista, ou seja, Bento Santiago é, ao mesmo tempo, causador e vítima de seus atos. É ele que tem ciúmes de Capitu por qualquer pretexto, e, mesmo sem provas, destrói sua família com a separação e põe fim na sua felicidade, assim como na de sua esposa e na de seu filho. Apesar de agir de maneira fria em alguns momentos dramáticos da obra (como na morte de Ezequiel, por exemplo) o que se passou em sua vida continua sendo, até na sua velhice, no mínimo, causa de desassossego, pois, pelo que consta na obra, não refez sua vida ao lado de outra mulher, inclusive mencionou nela que teve várias mulheres, mas a nenhuma amou como havia amado Capitu.A mãe de Bento Santiago, Dona Glória, recebe o nome da Virgem Maria (“Maria da Glória”). Para a família e dependentes, ela é uma santa. Para o agregado José Dias, ela é “Santíssima”. Dona Glória fala constantemente em Deus e nem mesmo o amor que sente pelo filho, impede de obrigá-lo à vida de seminarista contra a vontade, por temer, como ela própria diz, que Deus a castigue se quebrar o juramento. O sobrenome de Dona Glória é forte, é o sangue dos conquistadores nas veias de Dona Glória. Ela é uma senhora de escravos, passa o seu dia verificando o trabalho deles, manda alguns deles para a rua ganhar dinheiro; compra-os e os vende. Ela não somente comanda seus escravos, como também coordena sua família e outros dependentes com muita sutileza. Além de ser excelente administradora de escravos, tem uma capacidade incrível em outros negócios: ela investe em papéis e bens imobiliários; empresta dinheiro a Escobar, porém um pouco desconfiada; mantém o agregado José Dias satisfeito com pouco dinheiro e tem uma companhia que não lhe custa muito: uma parenta – ao que parece, deve apenas sustentá-la.Machado de Assis utiliza alguns nomes somente uma vez, é o caso de “Capitolina”, porém alguns nomes são utilizados diversas vezes por variados personagens.O nome “Capitolina”, a Capitu, possui feições romanas. Como foi mencionado acima, ele parece ter sido utilizado como substantivo próprio somente uma vez por Machado de Assis, mas o autor empregava freqüentemente o substantivo comum “capitólio”, de onde deriva esse nome. O significado desse nome é “triunfo, glória, eminência, esplendor, magnificência”.
O bem e o mal em Bento Santiago
Bento Santiago, durante a narrativa, nos diz haver um “par casado” dentro de si, uma luta entre um anjo bom e um outro mal. Ainda que ele identifique o anjo bom com a sua mãe e o mal com Capitu, há razões para acreditar que ele se encontra confuso. Segundo Helen Caldwell, alguns críticos de Shakespeare reuniram evidências para demonstrar que Oteloé uma peça sobre o milagre, em que Desdêmona representa Cristo e Iago o Diabo, em luta pela alma de Otelo.

“Otelo, o Filme”

O nome Santiago cabe em uma construção similar: ele é parte santo (Sant-) e parte Iago (-iago), ou seja, ele tem em si o bem e o mal lutando pela sua alma.Santiago apresenta um Otelo, mas não do modo como foi sugerido por ele. Ele dispôs as naturezas opostas de Iago e Otelo em um único homem e associa, como vimos, Capitu a Satanás e a si mesmo com Cristo.Em virtude do que foi mencionado, pode-se dizer que Dom Casmurro , assim como  Otelo  apresenta um triângulo amoroso, mutilado pelo ciúme, que acaba em tragédia, com a destruição do lar e da vida.Machado de Assis, foi um seguidor de Shakeaspere e em sua obras tem um pouco desse magnífico escritor, enfatizando Dom Casmurro e Otelo podemos ver semelhanças, mas com carácteristicas distintas, vale a pena ler as obras ou assistir filmes referentes às obras e entrar nesse universo fascinante que é a Literatura de todos os tempos.

Por Lady Hannah


Fontes: livros de literatura, sites biograficos, Wikipédia, YouTube             

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AS MIL E UMA NOITES

Os contos Persas (Árabes) possuem ensinamentos muito relevantes para a Vida, tais como todas as mitologias de vários povos, o importante é ler, entender usá los no nosso cotidiano para os mais variados momentos que passamos, “tudo é aprendizado e se bem utilizado podemos mudar nossas vidas”.

“O Sultão e Sherazade”

As mil e uma Noites” é uma obra clássica da literatura Persa (Alf Lailah Qua lailah )consistindo numa coleção de contos orientais compilados provavelmente entre os séculos XIII e XVI. São estruturados como histórias em cadeia, em que cada conto termina com uma deixa que o liga ao seguinte. Essa estruturação força o ouvinte curioso a retornar para continuar a história, interrompida com suspense no ar. O uso do número 1001 sugere que podem aparecer mais histórias, ligadas por um fio condutor infinito. Usar 1000 talvez desse a idéia de fechamento, inteiro, que não caracteriza a proposta da obra.
Foi o orientalista francês Antoine Galland o responsável por tornar o livro conhecido no ocidente (1704). Não existe texto fixo para a obra, variando seu conteúdo de manuscrito a manuscrito. Os árabes foram reunindo e adaptando esses contos maravilhosos de várias tradições. Assim, os contos mais antigos são provavelmente do Egito do século XII. A eles foram sendo agregados contos persas, hindus, siríacos e judaicos.
As versões mais populares hoje em dia são as que se baseiam em traduções de Sir Richard Francis Burton (1850) e Andrew Lang (1898), geralmente adaptadas para eliminar as várias cenas de sexo do original.

RESUMO DA OBRA

 Num distante País vivia um homem bonito e honrado, esse rei, de nome Shariar, já havia sido muito feliz, sem saber que sua esposa guardava um terrível segredo: apesar de fingir que o amava, ela na verdade estava apaixonada pelo servo mais indigno da corte. Um dia Shariar casualmente a surpreendeu num canto escuro do palácio nos braços do amante. Transtornado pela dor e pelo espanto, o soberano soltou um grito medonho e sacou da espada para cortar a cabeça da mulher infiel e do servo desleal. Pouco tempo mais tarde um cavalo parou na frente do palácio, e o irmão do rei, Shazaman, entrou para visita-lo.  “Mas é inacreditável!? Shazaman exclamou.Pois pouco antes de partir a mesma coisa aconteceu comigo! Encontrei minha esposa beijando um de meus servos e, como você, também puxei a espada e cortei a cabeça dos pérfidos.” Dias depois Shazaman voltou para seu reino, e Shariar ficou postado junto à fonte, contemplando as águas límpidas com um olhar pensativo. Por fim fez um juramento terrível: “Amanhã à noite vou me casar de novo, mas não permitirei que minha mulher desfrute os privilégios de rainha. Pois, quando o dia clarear, mandarei executa-la. Na noite seguinte tomarei outra esposa e ao amanhecer ordenarei que a eliminem. E assim hei de fazer sucessivamente até que não sobre neste reino uma única representante do gênero feminino.” Dito e feito. Toda a noite ele escolhia uma nova esposa e toda manhã mandava a infeliz para a morte. Seus súditos viviam apavorados, temendo perder filhas, irmãs, netas. Muitos fugiram para outros reinos, e por fim restou nos domínios de Shariar uma só noiva disponível. Tratava-se de Sherazade, jovem de alta estirpe, filha do primeiro-ministro do soberano. O pobre homem se encheu de pavor e tristeza ao saber que ela estava condenada à morte. Sherazade, no entanto, não se desesperou. Era mais sábia e esperta que todas as suas predecessoras, e junto com a irmã caçula elaborou um plano meticuloso. Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. “Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade, explicou a noiva. Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!” Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: “Era uma vez um mágico muito malvado..”. Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. “Continue!”, Shariar ordenou. “Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada! “” Ele que espere! ” declarou o rei.  Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. “Conte-me outra!” exclamou. Sherazade sorriu e recomeçou: “Era uma vez…?” Novamente o sol adiou a execução. Quando Sherazade terminou, ela a mandou contar mais uma história. E assim a jovem rainha: conseguia postergar a própria morte. De dia o rei dormia tranqüilamente,  à noite, acordava sempre ansioso para ouvir o final da narrativa interrompida e acompanhar as peripécias de mais um herói ou heroína. Já não conseguia conceber a vida sem os contos de Sherazade, sem as palavras que lhe jorravam da boca como a música mais encantadora do mundo. Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada. Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: “Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?”Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu: “Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!”. Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. “Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos”, disse Sherazade. “Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada…! Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela. Assim,  escreveu a seu irmão  e lhe propondo que se casasse com Duniazade. O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias. .
 ASPECTOS SOBRE A OBRA
Fica então a metáfora traduzida por Sherazade: a liberdade se conquista com o exercício da criatividade.
O original em árabe recebia o título de as 1000 noites, que foi alterado mais tarde por ser o número 1000 um número de mal agouro na cultura árabe. A história de Aladim e a lâmpada maravilhosa foi incluída mais tarde por ser muito apreciada e está entre as histórias mais famosas que Sherazade conta. Merecem destaque também as de Simbad (o marinheiro que fica rico em sete viagens fantásticas) e de Ali Babá (que consegue fortuna enganando os famosos quarenta ladrões).
Alguns estudiosos indicam que o livro na verdade se trata de um manual de iniciação ao budismo, mostrando as diversas fases de aprendizado e as delícias que se podem desfrutar por todos as várias outras estórias.
A obra faz parte da Literatura Infantil devido às várias estórias contadas por Sherazade, mas seu foco é centralizado no cotidiano da sociedade oriental da época retratando aspectos culturais, sociais, religiosos e a posição da mulher ” Sábia, persistente e verdadeira”.

“A Sábia Sherazade”

Xerazard (do persa),  umagrafado também como ou Sherazade é a narradora das Mil e Uma Noites, uma personagem inventada para ser a protagonista de ensinamentos,no caso dela, a mulher Astuta, benevolente, e idônia que todo homem na verdade quer.As estorias têm o poder de nos transformar. Despertam nossa atenção, nossa capacidade imaginativa, e através delas, nossa disposição para a elaboração simbólica. Elas nos atingem justamente no lugar onde moram nossos sentimentos e nos ajudam na abertura emocional para transpormos nossas dificuldades existenciais.As mil e uma histórias e a força criativa de Sherazade transformam o Rei e com isso mudam o curso do destino de ambos. Não há mais desejo de vingança, não há mais a morte e a destruição. Há somente o casamento, símbolo da união dos opostos (feminino e masculino) e os frutos, representados pelos filhos.

“Leia o livro”

Por Lady Hannah

Fontes: livros de literatura, sites de busca Literárias e históricas

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Ocultismo

Sexta-feira “treze”

As pessoas acreditam muito no que diz respeito a sorte ou o azar, a numerologia é uma das opções que elasutilizam para compor a vida, o misticismo está em tudo, nas religiões principalmente, mas a nossa vida é um problema matemático que cada um de nós tentamos resolver ao longo de nossa existência.

A Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar.

O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

“Os 12 Apóstolos de Jesus”

Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Além da justificativa cristã, antes disso existem duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.

“Deusa Frigga, Mitologia Nórdica”

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.

Alguns incidentes ocorridos nessa data:

13 de Dezembro de 1968: O governo militar do Brasil decreta o AI-5, que, entre outras coisas, suspendeu direitos e garantias políticas, decretou estado de sítio no Brasil e dava poderes aos militares de fechar o Congresso.

O pior incêndio de florestas na história da Austrália ocorreu em uma sexta-feira 13 de 1939, onde aproximadamente 20 mil quilômetros de terra foram queimados e 71 pessoas morreram.

A queda do avião que levava a equipe uruguaia de rúgbi nos Andes foi em uma sexta-feira 13 de 1972. Os acontecimentos neste acidente deram origem ao filme Alive (Vivos) de 1993 com direção de Frank Marshall (Resgate Abaixo de Zero).

     ACIDENTE DO RODOANEL, INFLUÊNCIAS DA SEXTA FEIRA 13?

A bancária Luana Augusto Coradi, de 21 anos, voltou ao km 279 da Rodovia Régis Bittencourt na tarde deste domingo (15) e mostrou ao G1 como foram os momentos que antecederam o desabamento de três vigas do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas sobre seu carro, na noite de sexta-feira (13). “Não gosto mais de ficar embaixo de nenhuma ponte”, afirmou, em tom de brincadeira. A motorista que utiliza o trecho todos os dias para ir à faculdade de Administração e à casa do namorado, Thomaz José Angelo, disse que vai evitar passar pela Régis Bittencourt quando novas vigas estiverem sendo colocadas.

Luana, que sobreviveu ao acidente com apenas algumas lesões leves nos joelhos e no ombro, afirma que sonhou com o carro batendo e com a ponte caindo. Ela acordou sentindo dores musculares e anda com certa dificuldade. O carro que ela dirigia, um Renault Clio, foi atingido por uma pilastra de 85 toneladas e capotou. Os médicos recomendaram a Luana cinco dias de repouso. “Tudo ainda está muito forte na minha cabeça. Todas as lembranças ainda muito frescas”, afirmou.

 Luana mostrou as marcas de pneu no asfalto, as pilastras que caíram sobre os carros e o local onde ela saiu do veículo para pedir ajuda. No trecho, há intenso fluxo de caminhões pesados e carros, além de linhas de ônibus urbanas. “Muito mais gente poderia ter ficado ferida”, afirmou. A companhia seguradora deslocou o carro de Luana para um pátio privado, mas ela ainda não sabe como vai ficar a cobertura do prejuízo. De acordo com ela, nenhuma autoridade oficial entrou em contato até a tarde deste domingo para informar que providências serão tomadas. “A gente sente que há um pouco de descaso”, reclamou.

O ferramenteiro Carlos Fernando Rangel passou por avaliação do ortopedista na manhã deste domingo e na segunda-feira passará por nova avaliação da equipe cirúrgica, de acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Alvorada. Rangel, que teve o veículo Celta esmagado pelas pilastras, teve apenas uma fratura no pulso esquerdo. De acordo com o hospital ela passa bem e está internado em um quarto normal.

Outra vítima do acidente, Reginaldo Aparecido Pereira, de 40 anos, teve politrauma e está internado no Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Segundo um boletim médico divulgado na noite de sábado pela secretaria, seu estado de saúde é considerado bom.

O governo do Estado de São Paulo informou que o consórcio responsável pelas obras do Rodoanel terá de indenizar as vítimas, se ficar comprovada a responsabilidade das empresas no acidente. O viaduto tem 680 metros. Cada viga tinha 45 metros de comprimento e pesava 85 toneladas. Elas despencaram de uma altura de 20 metros, atingindo dois carros e um caminhão.

Triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13. O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia.

“Somos todos energia”

“Somos todos energias” e um problema matemático.

À pessoas que acreditam na força positiva e negativa dos números, os astrologos, videntes e pessoas afins trabalham com números em relação à sorte ou o azar, tudo é uma questão matemática o Universo é matemático e nossas vidas também, pode sermero acaso mas os números influenciam a vida assim como os signos do zodíacos, vivemos em um mundo paralelo à forças que desconhecemos  e nunca vamos conhecer, a terra é um grande imã, nós somos compostos de energia (unidade carbono) e tudo que está em nossa volta somos propensos a qualquer tipo de energias.

Por Lady Hannah

Fontes: sites esotéricos

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Ciência

Uma Mente Brilhante, filme de 2001

Escrevemos sobre nossos conhecimentos e também sobre assuntos que nos tocam, ou seja, fazem parte de nossas vidas e a Biografia de John Nash é parecida com a minha no que diz respeito a tragetória de uma doença psiquiátrica, não sou um gênio como ele foi, mas tento conviver com um transtorno tal como ele viveu, um homem brilhante que até o final da sua vida com o apoio da Esposa conseguiu viver com seus monstros internos e ser um gênio! Sobre o filme me emocionei do começo ao fim.

“John Nash, matemático e prêmio nobel , RIP”

Quem é John Nash

Trajetória de John Nash

Desde criança, John Forbes Nash, que nasceu no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, mostrou aptidão para ciências, realizando experiências em casa.
Também foi uma criança que gostava de trabalhar sozinha. Mas seu brilhantismo já era notado pela família.
Começou a vida acadêmica na Carnegie Mellon University, estudando engenharia química.
Em seguida, mudou o curso para matemática. Na mesma instituição, fez também seu mestrado na área.
Em 1948, após concluir os estudos, trabalhou em um projeto desenvolvido para a marinha dos Estados Unidos.
Conquistou o PhD em matemática na Princeton University em 1950. Na época, ganhou uma bolsa de estudos. A bolsa foi determinante na escolha do colégio onde estudaria, visto que foi cortejado por outras escolas, como Harvard.
A tese tinha elementos que mais tarde seriam chamados de Equilíbrio de Nash.
O trabalho mais famoso do matemático também recebe seu nome: o Teorema da Imersão de Nash.
Depois de Princeton, foi dar aulas no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Trabalhou no instituto de 1951 a 1959.
Em 1958, John Forbes Nash começou a mostrar a esquizofrenia. Ele e a esposa morreram em 2015, em um acidente de carro.
Com a melhora em relação aos indícios da doença, tornou-se professor de Princeton.
Baseado no livro biográfico A Beautiful Mind, que conta a vida de Nash, em 2011 foi lançado o filme Uma Mente Brilhante, vencedor de quatro Oscars. O filme arrecadou mais de US$ 300 milhões em todo o mundo.

Frases de Nash

John Nash ganhou um Nobel em economia em 1994. Considerado brilhante, ele também foi reconhecido com Prêmio Teoria John von Neumann e Prêmio Leroy P. Steele.
Entre suas frases estão: “É somente nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser encontrada. Você é a razão de eu estar aqui hoje, você é a razão de eu existir, você é todas as minhas razões”.


“Talvez seja bom ter uma mente bonita, mas um dom ainda maior é descobrir um coração bonito”.
“Eu sempre acreditei em números, nas equações e em lógicas que levam à razão. Mas depois de uma vida inteira a persegui-los, pergunto: O que é verdadeiramente lógico? Quem decide o que é racional?”


Em 2010, John Nash esteve na Universidade de São Paulo, durante o encontro da Sociedade Brasileira de Teoria dos Jogos em Comemoração aos 60 anos da Teoria do Equilíbrio de Nash.

O filme “John Nash, o filme Uma  Mente Brilhante”
Ator Russel Crowe, 2001

“Russel Crowe” Uma mente Brilhante

O filme retrata a vida de John Nash, desde sua juventude até sua idade avançada, quando recebe o prêmio Nobel. Uma mente brilhante na matemática, inicia seus estudos na universidade de Princeton. Tímido, introspectivo e solitário, quer descobrir uma teoria original, o que o torna arrogante aos olhos dos colegas de faculdade. Logo no início de seus estudos divide o quarto com um amigo, Charles Herman, com quem vai manter amizade até depois de casar-se. Durante a faculdade, realiza uma descoberta que o destaca no universo acadêmico, posteriormente batizado de o teorema de Equilíbrio de Nash.
Após a faculdade, trabalha como professor e conhece sua futura esposa, Alicia Nash. Ele acredita ter sido convidado a participar de uma missão secreta, pela inteligência dos Estados Unidos, para desvendar códigos secretos enviados pelos russos à espiões nos EUA. Assim, conhece William Parcher, um espião que o acoberta e o socorre quando John corre perigo. Sua esposa começa a desconfiar de suas atitudes e pede ajuda médica. John é então internado, diagnosticado como esquizofrênico e tratado por um psiquiatra. Após vários anos de altos e baixos no tratamento, ele consegue retornar à universidade e lecionar. É mundialmente reconhecido pelas suas descobertas na matemática com o prêmio Nobel.Um pouco da Esquizofrenia

para Freud (2009), o psicótico perde o contato coerente com a realidade, pois o id, parte da estrutura tripartite do aparelho psíquico, governa o superego e o ego do indivíduo. O id é considerado a parte mais instintual do ser humano, onde surgem os desejos e fantasias, sem lastros. Lugar onde o inconsciente reina livremente.

Como John era introspectivo,  e toda pessoa com tendências esquizofrênicas são além de introspectivos não conseguem socializar se mantendo um vida praticamente sozinhos com o ego, levou-se muito tempo para descobrir a doença, e ele já estava em estado crepuscular quando sua esposa suspeitou que havia algo estranho em seu comportamento. Neste caso, o tratamento com psicotrópicos e acompanhamento do psiquiatra é fundamental. Infelizmente, como o caso ocorreu na década de sessenta, ele recebeu choques como parte do tratamento e ficou em hospital psiquiátrico por várias semanas.

Atualmente, somente a medicação e um período no hospital para tirar o paciente da crise seria o suficiente para fazer o rebaixamento das funções psíquicas, deixando o paciente em letargia por algum tempo. Mas cada situação deve ser analisada individualmente pelo psiquiatra. A terapia psicanalítica é essencial após o controle do surto. O psicanalista vai organizar os pensamentos do paciente, auxiliando-o a ficar em uma posição mais estável psiquicamente com limitações.Porque falar de de um filme antigo e de um gênio da matemática “John Nash ” , prêmio nobel, simplesmente porque eu tenho uma síndrome parecida “Idéias delirantes tipo esquizofrênico” , é difícil a interação social, tenho delírios, o stress faz a doença progredir, mas com os medicamentos eu consigo uma vida quase normal, não sou o gênio da matemática,  apesar de admirar muito a tragetória de John Nash, eu escrevo e tendo ser eu mesma e demonstrar meus conhecimentos mesmo com limitações.

Por Lady Hannah


Fontes : Sites  Psicanálise,  psiquiatra, sites de busca histórica e Filmografia, Wikipédia

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Literatura Clássica

AMOR PLATÔNICO E TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA

Esse texto é sobre o Platonismo e Tomás Antônio Gonzaga, o amor Platônico é desprovido de laços carnais ou paixões é um amor puro tal como a amizade, Tomás Antônio Gonzaga mistificou essa filosofia com a sua obra “Marília de Dirceu” está muito interessante esse texto pois tem comentários rápidos nas estrofes poéticas das liras.

Amor Platônico  na acepção vulgar, é toda a relação afetuosa em que se abstrai o elemento sexual, idealizada, por elementos de gêneros diferentes – como num caso de amizade pura, entre duas pessoas.
Esta definição, contudo, difere da concepção mesma do amor ideal de Platão, o filósofo grego da Antigüidade, que concebera o Amor como algo essencialmente puro e desprovido de paixões, ao passo em que estas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O Amor, no ideal platônico, não se fundamenta num interesse (mesmo o sexual), mas na virtude.

“Platão”, filósofo e matemático”

O termo Amor Platônico foi pela primeira vez utilizado no século XV, pelo filósofo neoplatônico florentino Marsilio Ficino, como um sinônimo de amor socrático. Ambas as expressões significam um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez de em seus atributos físicos. Referem-se ao laço especial de afeto entre dois homens a que Platão tinha se referido num de seus diálogos, exemplificando-o com o afeto que havia entre Sócrates e seus discípulos homens, em particular entre Sócrates e Alcibíades.

A expressão ganhou nova acepção com a publicação da obra de Sir William Davenant, “Platonic Lovers” (“Amantes platônicos” – 1636), onde o poeta inglês baseia-se na concepção de amor contida no Simpósio de Platão, do amor como sendo a raiz de todas as virtudes e da verdade.
O amor platônico passou a ser entendido como um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Reveste-se de fantasias e de idealização. O objeto do amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem máculas. Parece que o amor platônico distancia-se da realidade e, como foge do real, mistura-se com o mundo do sonho e da fantasia.
Ocorre de maneira freqüente na adolescência e em adultos jovens, principalmente nos indivíduos mais tímidos, introvertidos, que sentem uma maior dificuldade de aproximar-se do objeto de amor, por insegurança, imaturidade ou inibição do ponto de vista emocional.

“Tomás Antônio Gonzaga”

TOMÁS ANTONIO GONZAGA (Miragaia, Porto, 11 de agosto de 1744 — Ilha de Moçambique, 1810), cujo nome arcádico é Dirceu  foi um jurista, poeta e ativista político luso-brasileiro. Considerado o mais proeminente dos poetas árcades, é ainda hoje estudado em escolas e universidades por seu “Marília de Dirceu” (versos notadamente árcades feitos para sua amada Marília O GRANDE AMOR PLATÔNICO REAL DA VIDA  DELE…Ele nasceu em Miragaia, freguesia da cidade portuguesa do Porto. Era filho de mãe portuguesa e pai brasileiro. Órfão de mãe no primeiro ano de vida, mudou-se com o pai, magistrado brasileiro para Pernambuco em 1751 depois para a Bahia, onde estudou no Colégio dos Jesuítas. Em 1761, voltou a Portugal para cursar Direito na Universidade de Coimbra, tornando-se bacharel em Leis em 1768. Com intenção de lecionar naquela universidade, escreveu a tese Tratado de Direito Natural  no qual enfocava o tema sob o ponto de vista tomista, mas depois trocou as pretensões ao magistério superior pela magistratura.Exerceu o cargo de juiz de fora na cidade de Beja, em Portugal. Quando voltou ao Brasil, em 1782, foi nomeado Ouvidor dos Defuntos e Ausentes da comarca de Vila Rica, atual cidade de Ouro Preto, então conheceu a adolescente de apenas quinze anos Maria Dorotéia Joaquina de Seixas Brandão, a pastora Marília em uma das possíveis interpretações de seus poemas, que teria sido imortalizada em sua obra lírica (Marília de Dirceu) – apesar de ser muito discutível essa versão, tendo em vista as regras retórico-poéticas que prevaleciam no século XVIII, época em que o poema fora escrito.
Durante sua permanência em Minas Gerais, escreve Cartas Chilenas, poema satírico em forma de epístolas, uma violenta crítica ao governo colonial. Promovido a desembargador da relação da Bahia em 1786, resolve pedir em casamento Maria Doroteia dois anos depois. O casamento é marcado para o final do mês de maio de 1789. Como era pobre e bem mais velho que ela, sofreu oposição da família da noiva.
Por seu papel na Inconfidência Mineira ou Conjuração Mineira (primeira grande revolta pró-independência do Brasil), trabalhando junto de outros personagens dessa revolta como: Cláudio Manoel da Costa, Silva Alvraenga e Alvarenga Peixoto, é acusado de conspiração e preso em 1789, cumprindo sua pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, tendo seus bens confiscados. Foi, portanto, separado de sua amada, Maria Doroteia. Permanece em reclusão por três anos, durante os quais, teria escrito a maior parte das liras atribuídas a ele, pois não há registros de assinatura em qualquer uma de suas poesias. Em 1792, sua pena é comutada em degredo e o poeta é enviado a costa oriental da África, a fim de cumprir, em Moçambique, a sentença de dez anos.
No mesmo ano é lançada em Lisboa a primeira parte de Marília de Dirceu, com 33 liras (nota-se que não houve participação, portanto, do poeta na edição desse conjunto de liras, e até hoje não se sabe quem teria feito, provavelmente irmãos de maçonaria). No país africano trabalha como advogado e hospeda-se em casa de abastado comerciante de escravos, vindo a se casar em 1793 com a filha dele, Juliana de Sousa Mascarenhas (“pessoa de muitos dotes e poucas letras”),com quem teve dois filhos: Ana Mascarenhas Gonzaga e Alexandre Mascarenhas Gonzaga, vivendo depois disso, durante quinze anos, rico e considerado, até morrer em 1810, acometido por uma grave doença. Em 1799, é publicada a segunda parte de Marília de Dirceu, com mais 65 liras. No desterro, ocupou os cargos de procurador da Coroa e Fazenda, e o de juiz de Alfândega de Moçambique (cargo que exercia quando morreu). Gonzaga foi muito admirado por poetas Romantismo/românticos como Casimiro de Abreu e Castro Alves. É patrono da cadeira de número 37 da Academia Brasileira de Letras.
Suas principais obras são: Tratado de Direito NaturalMarília de Dirceu (coleção de poesias líricas, publicadas em três partes, em 1792, 1799 e 1812 – hoje sabe-se que a terceira parte não foi escrita pelo poeta); Cartas Chilenas (impressas em conjunto em 1863

CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

A poesia de Tomás Antonio Gonzaga apresenta as típicas características árcades e neoclássicas: o pastoril, o bucólico, a Natureza amena, o equilíbrio etc. Paralelamente, possui características pré-românticas (principalmente na segunda parte de Marília de Dirceu, escrita na prisão): confissões de sentimento pessoal, ênfase emotiva estranha aos padrões do neoclassicismo, descrição de paisagens brasileiras, etc.
O convívio com o Iluminismo põe em seu estilo a preocupação em atenuar as tensões e racionalizar os conflitos.
Tomás Antonio Gonzaga escreveu versos marcados por expressão própria, pela harmonização dos elementos racionais e afetivos e por um leve toque de sensualidade. Segundo Alfredo Bosi, Gonzaga está acima de tudo preocupado em “achar a versão literária mais justa dos seus cuidados”. Assim, “a figura de Marília, os amores ainda não realizados e a mágoa da separação entram apenas como ‘ocasiões’ no cancioneiro de Dirceu”, o que diferencia o autor dos seus futuros colegas românticos.

MARÍLIA DE DIRCEU

As liras a sua pastora idealizada refletem a trajetória do poeta, na qual a prisão atua como um divisor de águas(a segunda parte do livro é contada dentro da prisão). Antes do encarceramento, num tom de fidelidade, canta a ventura da iniciação amorosa, a satisfação do amante, que, valorizando o momento presente, busca a simplicidade do refúgio na natureza amena, que ora é européia e ora mineira. Depois da reclusão, num tom trágico de desalento, canta o infortúnio, a injustiça (ele se considera inocente, portanto, injustiçado), o destino e a eterna consolação no amor da figura de Marília. São compostas em redondilha menor ou decassílabos quebrados. Expressam a simplicidade e gracioso lirismo íntimo, decorrentes da naturalidade e da singeleza no trato dos sentimentos e da escolha lingüística. Ao delegar posição poética a um campesino, sob cuja pele se esconde um elemento civilizado, Gonzaga demonstra mais uma vez suas diferenças com a filosofia romântica, pois segue o descrito nas regras para a confecção de éclogas nos manuais de poética da época, que instruem aos poetas que buscam a superação dos antigos, imitando-os, a utilizações de eu-líricos que se aproximem as figuras de pastores, caçadores, hortelãos e vaqueiros.
Marília é ora morena, ora loira. O que comprova não ser a pastora, Maria Dorotéia na vida real, mas uma figura simbólica que servia à poesia de Tomás Antonio Gonzaga. É anacronismo destinar ao sentimento existente entre o poeta e Maria Dorotéia a motivação para a confecção dos poemas, tendo em vista que esse pensamento só surgiu com o pensamento Romântico, no século XIX. É mais cabível a teoria de inspiração no ideal de emulação, que configurava o sentimento poético da época, baseado nas filosofias retórico-poéticas vigentes, em que o poeta, seguinto inúmeras regras de confecção, “imitava” os poetas antigos procurando superá-los. Muitos pouco conhecedores de literatura podem acreditar que o poeta cai em contradições, ora assumindo a postura de pastor que cuida de ovelhas e vive numa choça no alto do monte, ora a do burguês Dr. Tomás Antonio Gonzaga, juiz que lê altos volumes instalados em espaçosa mesa, mas o fazem por analisar os poemas com critérios anacrônicos à época, analisam com pensamentos surgidos após o Romantismo, textos que o precedem.
É interessante atentar para alguns aspectos dessa obra de Gonzaga. Cada lira é um dialogo de Dirceu com sua pastora Marília, mas, embora a obra tenha a estrutura de um diálogo, só Dirceu fala (trata-se de um monólogo), chamando Marília em geral com vocativos. Como bem lembra o crítico Antonio Candido, o melhor título para a obra seria Dirceu de Marília, mas o patriarcalismo de Gonzaga nunca lhe permitiria pôr-se como a coisa possuída.Sem esquecer que Tomás Antonio Gonzaga morreu de paixão.Ele foi mandando para a Ilha das Cobras no Rio de Janeiro,depois para Moçambique na África.Casando-se com uma filha de um mercador de escravos;diga-se de passagem:Logo ele que era totalmente contra a escravidão.

TRECHOS DE MARÍLIA DE DIRCEULira XXVII


Cupido tirando
Dos ombros a aljava
Num campo de flores
Contente brincava.


E o corpo tenrinho
Depois, enfadado,
Incauto reclina
Na relva do prado.


Marília formosa,
Que ao Deus conhecia,
Oculta espreitava
Quanto ele fazia.


Mal julga que dorme
Se chega contente,
As armas lhe furta,
E o Deus a não sente.


Os Faunos, mal viram
As armas roubadas,
Saíram das grutas
Soltando risadas.


Acorda Cupido,
E a causa sabendo,
A quantos o insultam
Responde, dizendo:


“Temíeis as setas
“Nas minhas mãos cruas!
“Vereis o que podem
“Agora nas suas.”


“nesse trecho ele invoca os faunos (características neo classicistas em evocação à amada Marília”

Lira I, parte 1 


Eu, Marília, não sou algum vaqueiro, 
Que viva de guardar alheio gado, 
De tosco trato, de expressões grosseiro, 
Dos frios gelos e dos sóis queimado. 
Tenho próprio casal e nele assisto; 
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite, 
E mais as finas lãs, de que visto. 


“Nesse trecho características trovadorescas em evocação a Marília”
Graças, Marília bela, 
Graças à minha Estrela! 


Eu vi o meu semblante numa fonte, 
Dos anos inda não está cortado; 
Os Pastores, que habitam este monte, 
Respeitam o poder do meu cajado. 
Com tal destreza toco a sanfoninha, 
Que inveja até me tem o próprio Alceste: 
Ao som dela concerto a voz celeste 
Nem canto letra que não seja minha. 



Lira XII, parte 2 


… Quando levares, Marília, 
Teu ledo rebanho ao prado, 
Tu dirás: Aqui trazia 
Dirceu também o seu gado. 
Verás os sítios ditosos 
Onde, Marília, te dava 
Doces beijos amorosos 
Nos dedos da branca mão. 
“Nesse trecho características trovadorescas “descrevendo  a beleza de Marilia”
Mandarás aos surdos Deuses 
Novos suspiros em vão. 


Quando à janela saíres, 
Sem quereres, descuidada, 
Tu verás, Marília, a minha 
E minha pobre morada. 
Tu dirás então contigo: 
Ali Dirceu esperava 
Para me levar consigo; 
E ali sofreu a prisão. 
“Trecho da prisão”
Mandarás aos surdos Deuses 
Novos suspiros em vão. 


Lira XV, parte 2 


Eu, Marília, não fui nenhum Vaqueiro, 
Fui honrado Pastor da tua Aldeia; 
Vestia finas lãs e tinha sempre 
A minha choça do preciso cheia. 
Tiraram-me o casal e o manso gado,
Nem tenho, a que me encoste, um só cajado. 

” Características trovadorescas/árcades” o Pastor e Pastora em meio à natureza.
Para ter que te dar, é que eu queria 
De mor rebanho ainda ser o dono;
Prezava o teu semblante, os teus cabelos 
Ainda muito mais que um grande Trono. 
Agora que te oferte já não vejo, 
Além de um puro amor, de um são desejo. 


Lira XIV – parte 1 


Minha bela Marília, tudo passa;
A sorte deste mundo é mal segura;
Se vem depois dos males a ventura,
Vem depois dos prazeres a desgraça
Estão os mesmos deuses
Sujeitos ao poder do ímpio Fado:
Apolo já fugiu do Céu brilhante,
Já foi Pastor de gado.
(…)
“Sem dúvidas características árcades”

Ah! Enquanto os destinos impiedosos
Não voltam contra nós a face irada,
Façamos, sim, façamos, doce amada,
Nossos breves dias mais ditosos.
Um coração, que, frouxo,
A grata posse de seu bem difere
A si, Marília, a si próprio rouba,
A si próprio fere.
Ornemos nossas testas com flores
E façamos de feno um brando leito
Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,
Gozemos do prazer de sãos Amores.
Sobre as nossas cabeças,
Sem que o possam deter o tempo corre;
E para nós o tempo, que passa,
Também, Marília, morre.


Lira III – parte 3


Tu não verás, Marília, cem cativos
Tirarem o cascalho, e a rica, terra,
Ou dos cercos dos rios caudalosos, 
Ou da minada serra.
Não verás separar ao hábil negro
Do pesado esmeril a grossa areia,
E já brilharem os granetes de ouro 
No fundo da bateia.
Não verás derrubar os virgens matos;
Queimar as capoeiras ainda novas;
Servir de adubo à terra a fértil cinza; 
Lançar os grãos nas covas.
Lira XIX – parte 2
Nesta triste masmorra,
De um semivivo corpo sepultura,
Inda, Marília, adoro
A tua formosura.
Amor na minha ideia te retrata;
Busca extremoso, que eu assim resista
À dor imensa, que me cerca, e mata.
Quando em eu mal pondero,
Então mais vivamente te diviso:
Vejo o teu rosto, e escuto
A tua voz, e riso.
Movo ligeiro para o vulto os passos;
Eu beijo a tíbia luz em vez de face;
E aperto sobre o peito em vão os braços.”Na prisão”

Lira II – parte 2


Esprema a vil calúnia muito embora
Enter as mãos denegridas, e insolentes,
Os venenos das plantas,
E das bravas serpentes.
Chovam raios e raios, no meu rosto
Não hás de ver, Marília, o medo escrito:
O medo perturbador,
Que infunde o vil delito.
Podem muito, conheço, podem muito,
As fúrias infernais, que Pluto move;
Mas pode mais que todas 
Um dedo só de Jove.
Este Deus converteu em flor mimosa,
A quem seu nome dera, a Narciso;
Fez de muitos os Astros,
Qu’inda no Céu diviso.
Ele pode livrar-me das injúrias
Do néscio, do atrevido ingrato povo;
Em nova flor mudar-me,
Mudar-me em Astro novo.
Porém se os justos Céus, por fins ocultos,
Em tão tirano mal me não socorrem;
Verás então, que os sábios,
Bem como vivem, morrem.
Eu tenho um coração maior que o mundo!
Tu, formosa Marília, bem o sabes:
Um coração…, e basta,
Onde tu mesma cabes.
“o eu lírico desesoerado, enclausurado”

“Encontramos características neo classicistas”
Lira XXVI


Alexandre, Marília, qual o rio,
Que engrossando no inverno tudo arrasa,
Na frente das coortes
Cerca, vence, abrasa
As cidades mais fortes.
Foi na glória das armas o primeiro;
Morreu na flor dos anos, e já tinha
Vencido o mundo inteiro.


Mas este bom soldado, cujo nome
Não há poder algum, que não abata,
Foi, Marília, somente
Um ditoso pirata,
Um salteador valente.
Se não tem uma fama baixa, e escura,
Foi por se pôr ao lado da injustiça
A insolente ventura.


O grande César, cujo nome voa,
À sua mesma Pátria a fé quebranta;
Na mão a espada toma,
Oprime-lhe a garganta,
Dá Senhores a Roma.
Consegue ser herói por um delito;
Se acaso não vencesse, então seria
Um vil traidor proscrito.
“Características neo classicistas históricas contanto Cesar e Roma”


O ser herói, Marília, não consiste
Em queimar os Impérios: move a guerra,
Espalha o sangue humano,
E despovoa a terra
Também o mau tirano.
Consiste o ser herói em viver justo:
E tanto pode ser herói pobre,
Como o maior Augusto.


Eu é que sou herói, Marília bela,
Segundo da virtude a honrosa estrada:
Ganhei, ganhei um trono,
Ah! não manchei a espada,
Não roubei ao dono.
Ergui-o no teu peito, e nos teus braços:
E valem muito mais que o mundo inteiro
Uns tão ditosos laços.
” Citando a Bela Marília, como pastora, cita o Trovadorismo”
Aos bárbaros, injustos vencedores
Atormentam remorsos, e cuidados;
Nem descansam seguros
Nos palácios cercados
De tropa, e de altos muros.
E a quantos nos não mostra a sábia história
A quem mudou o Fado em negro opróbrio
A mal ganhada glória.


Eu vivo, minha Bela, sim, eu vivo
Nos braços do descanso, e mais do gosto:
Quando estou acordado
Contemplo no teu rosto
De graças adornado:
Se durmo, logo sonho, e ali te vejo.
Ah! nem desperto, nem dormindo sobe
A mais o meu desejo.
” Eu lírico delirando por Marília”

Lira XXIV – parte 2
Eu vou, Marília, vou brigar co’as feras!
Uma soltaram, eu lhe sinto os passos;
Aqui, aqui a espero
Nestes despidos braços.
É um malhado tigre: a mim já corre,
Ao peito o aperto, estalam-lhe as costelas,
Desfalece, cai, urra, treme, e morre. 
Vem agora um Leão: sacode a grenha,
Com faminta paixão a mim se lança;
Venha embora; que o pulso
Ainda não se cansa.
Oprimo-lhe a garganta, a língua estira,
O corpo lhe fraqueia, os olhos incham,
Açoita o chão convulso, arqueja, e expira. 
Mas que vejo, Marília! Tu te assustas?
Entendes que os destinos inumanos
Expõem a minha vida
No circo dos Romanos?
Com ursos, e com onças eu não luto:
Luto c’o bravo monstro, que me acusa,
Que os tigres, e leões mais fero e bruto. 
Embora contra mim raivoso esgrima
Da vil calúnia a cortadora espada;
Uma alma, qual eu tenho,
Não se receia a nada. 
Eu hei de, sim, punir-lhe a insolência,
Pisar-lhe o negro colo, abrir-lhe o peito
Co’as armas invencíveis da inocência. 
Ah! quando imaginar, que vingativo
Mando que desça ao Tártaro profundo,
Hei de com mão honrada
Erguer-lhe o corpo imundo.
Eu então lhe direi: “Infame, indigno,
“Obras como costuma o vil humano;
“Faço, o que faz um coração divino”

” Eu lírico em seus  delírios, numa trova e luta com um leão, que seria a vida se esvaindo  anunciando a morte” mas sem nunca esquecer de sua Marília”

“Marília de Dirceu”

Por Lady Hannah

Fontes:livros de literatura, sitesde busca Literária